21 de abr de 2009

Susan Boyle e Os Miseráveis

A esta altura todos já devem ter visto o vídeo de Susan Boyle na estreia da nova temporada do Britain's Got Talent, o programa Ídolos da Inglaterra.

A novidade é a legenda em português:



É uma lição de moral para todos nós que julgamos pela aparência. Mas reparem também na letra da música. Ela chama-se I Dreamed a Dream (Eu Sonhei um Sonho) e faz parte do espetáculo musical Les Misérables, por sua vez baseado na obra (fantástica!) de Vitor Hugo e em cartaz há 23 anos em Londres. É uma música tão bela quanto triste e mostra a força que um sonho pode ter, mesmo frente à cruel realidade da vida. É uma visão secular, descrente. Mas é honesta e verdadeira.

Não há como não comparar a poesia com a história da intérprete, uma solteira desempregada de 47 anos cuja única companhia na pequena cidade onde vive é seu gato.

O vídeo emociona, seja pela performance de Susan, sua história pessoal, o exemplo de superação ou mesmo pelos recursos sonoros e visuais usados pela produção do programa.

Ao final, minha vontade era ter a oportunidade de dizer a ela que existe uma esperança que não está nos sonhos, mas é real e concreta. Gostaria que ela soubesse que em Jesus Cristo temos a certeza de uma eternidade sem decepções ou mágoas, que este mundo está corrompido, mas pela graça e misericórdia de Deus não somos mais "os miseráveis" pecadores que sempre fomos (muito embora ainda pequemos), mas cidadãos de um mundo vindouro onde toda lágrima será enxugada! Maranata!

20 de abr de 2009

A Caminho da Califórnia

Próxima quinta-feira, se Deus quiser, estarei embarcando para a Califórnia. Vou passar um mês por lá conhecendo empresas da minha área profissional além, é claro, da cultura local. Esta viagem faz parte de um programa da Fundação Rotária do Rotary International e é uma grande oportunidade. Um presentão de Deus mesmo!

Sei que as coisas estão meio empoeiradas por este blog, mas vou fazer um esforço para trazer aqui um relato da experiência.

Ainda não sei como e quando poderei postar, mas fiquem atentos. A partir de sábado, quando chegar lá, deverei estar de volta a este espaço. Até lá!

28 de mar de 2009

A Hora do Planeta - É Agora!

São 20:30.

Tá tudo escuro aqui em casa.

Mal da´para escrever!

18 de mar de 2009

A Hora do Planeta

Um evento de proporções globais contra o aquecimento global. É o que acontecerá no dia 28 de março, às 20h30, independente do fuso horário. A ideia é simples: apague as luzes de sua casa por uma hora. Parece pouco. Mas, como mostra o vídeo abaixo (em inglês), são pequenas ações em conjunto que fazem a diferença.

A Hora do Planeta ocorreu pela primeira vez em 2006, apenas na Austrália. O apelo deve ter funcionado, já que atingiu a atual proporção. O objetivo para este ano é "a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo", como diz a página brasileira do site. Lá você também pode baixar o material de divulgação, como o banner aqui ao lado.

Este blog aderiu à manifestação. Ou melhor, este blogueiro aderiu, já que serão as luzes da minha casa que apagarão. Este ato pode ser simbólico, mas é uma ótima oportunidade de exercermos nossa cidadania numa causa mundial e urgente.

(Para os mais resistentes e menos comprometidos, uma dica: a manifestação pede para apagar as luzes. A TV pode ficar ligada na hora da novela. Mas, se não for pedir muito, desligue a TV também. Faça um bem ao mundo e a você.)



A Passos de Tartaruga

É, a vida tem dessas coisas...

Infelizmente, como os mais habituais visitantes devem ter percebido, este blog está com muitas dificuldades para se manter atualizado. Novos compromissos forçaram esta situação.

Mas, como dizem, "sou brasileiro e não desisto nunca"! Este espaço não vai fechar. Contudo, as atualizações passarão a ser bem menos constantes, o que é encarado por muitos como um "blogcídio". Só que não há, pelo menos por enquanto, uma outra opção.

Por isso, clamo a todos que assinem o feed para receberem as atualizações automaticamente. Outra opção, é cadastrar-se no grupo de discussão, que será reativado também para envio das postagens.

Outro pedido que faço é por cobrança. Insistam nisto aqui, para que eu não esmoreça. Gosto muito desse espaço. Tenho algumas ideias mas não há a menor possibilidade de levá-las adiante. Conto com todos para que este espaço não morra.


Até a próxima postagem!


23 de fev de 2009

O Governo Global - Parte 4

Dando continuidade às partes um, dois e três.

Ainda contando com as análises e traduções do jornalista Pedro Doria, consideremos agora a opinião de um renomado jornalista da área de economia sobre um governo global:

A União Européia tem moeda própria e Banco Central, tem leis próprias, servidores públicos, uma Suprema Corte. É, literalmente, um governo de 27 países. Não extirpou a soberania de seus membros, mas criou uma nova camada comum de governança. Ex-Economist, atual editor de internacional do Financial Times e um craque dentre os jornalistas da área, Gideon Rachman se pergunta se o modelo é expansível. Um governo mundial é possível?


Em primeiro lugar, está cada vez mais claro que as questões mais difíceis envolvendo os governos nacionais são, por natureza, internacionais: há o aquecimento global, a crise financeira internacional e a ‘guerra ao Terror’.


Em segundo, dá para fazer. As revoluções no transporte e nas comunicações diminuíram o mundo de tal forma que, como escreveu o eminente historiador australiano Geoffrey Blainey, ‘Pela primeira vez na história, algum tipo de governo mundial é possível’. Blainey prevê uma tentativa de formar um governo assim em algum ponto dos próximos dois séculos, que é um período bem longo para ser tratado numa coluna de jornal.


Mas a terceira questão, uma mudança na atmosfera política, sugere que ‘governança global’ poderia vir mais cedo do que tarde. A crise financeira e a mudança climática pressionam os governos nacionais a buscar soluções globais mesmo em países como China e EUA, tradicionalmente guardiões violentos de sua soberania nacional.


Rachman também destaca as maiores dificuldades para um projeto portentoso como este. Principalmente, políticos se elegem em eleições locais e enquanto eleições locais definirem suas condutas políticas, haverá obstáculos em países como os EUA. A idéia de governo internacional não é popular – e as várias derrotas que os plebiscitos consolidadores da União Européia sofrem o mostram.


O que temos de mais concreto em tudo o que foi escrito nesta série, é constatarmos que a idéia de um governo global já é considerada por grandes especialistas no assunto. E a comparação com a União Européia é inevitável. Por isso, mesmo com as grandes mudança que vemos atualmente, não será algo fácil e muito menos rápido. A não ser que um grande acontecimento de proporção mundial ocorra, o que devemos ver daqui para a frente serão discussões e mais discussões sobre a necessidade de se implantar o modelo político mundial. Daí até se pensar concretamente no assunto, poderão se passar muitos anos, talvez até mesmo tempo demais para nós que estamos aqui vermos.

Pois é, a não ser que algo m grande acontecimento de proporção mundial ocorra...

Enquanto isso, nos preocupemos com o hoje. Espero que considerações como estas ajudem os crentes a viver melhor o agora, cumprido nossa grande comissão. Aos que não crêem, que a perspectiva de cumprimentos de profecias bíblicas possam estimulá-los a buscar o únicos Caminho a Verdade e a Vida.